sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

barricadas

barricadas armadas por todos os lados
e um único desejo prenúncia o dilúvio

(a palavra encarcerada em chorosas melodias depois das métricas)

mas, foram para a rua alguns desbocados
armaram ciladas silenciosas contra as silabas
enquanto outros sibilavam por detrás das pedras.

-          quer experimentar uma rima?
-          perdeu-se de tanto repartir-se.

a fragmentação assusta-se consigo mesma
e quer uma volta concreta

-          por onde começar?
-          cacos dispersos e uma série de inválidos escritos

o resto, ecos de um tempo que passou
-          e se passou, passou

retorno-eterno-interno para não envelhecer já foi
o curso normal dinamitado

-          irreversível?
-          não
-          que tal ir pra montanha? Praia?
-          paliativos

o alicerce é forte e pouco resta, pouco presta.
caótico ditando cores
mitos contemporâneos refazendo as contradições humanas.
enquanto tem tempo, tempo tem.
tenta reconciliar fraquezas agudas,
anêmicas
polêmicas, porém frias
titias com chá e bolo de fubá enquanto o apocalipse não vem.
a carochinha prevalece
a carrocinha leva o meu cachorro.

-          socorro

-          socorro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário