extrema-se entremear-se o farfalhar agulhas, dispostas
entrecortadas na areia da praia branca, reluzindo numa lata brahma. deus
sabendo dos dias contados no paraíso dos homens. mais alegria por favor.
despejem o tédio no poço da loucura e arrecadem temas livres e indefinidos
finitos e ponham no caldeirão quente da magia eterna, enterrem meu coração
paulistano na bahia, que to com saudades. nada menos nada pois uma palavra,
escorpião encravado em si mesmo, cimentando todos os desejos, os fatos. dizendo
o sempre cotidiano farfalhar algures, passado terremoto morto na insistente questão: carnaval ou escolas públicas? eu prefiro piscinas
públicas com água limpa. num tem? bença mãe. to com saudades, palavra besta. onde
estão as frutas do domingo? perdeu-se macarrão, batatas e laranja bahia? pra que tentar ser o protagonista da
tragédia humana? ser bacana sim, mas bem
pago que de graça não trabalho mais. encoste a câmera no meu olho, plano
detalhe, entalhe minha testa monolítica monalisa, penetre câmera, saltando
pulos vagarosos. desterre meus olhos do lago da saudade. papo careta, punheta
vocês todos precisam. preciso meu punhal sobre a carne quente rasgando. todas
as palavras bestas, quotidianamente transmudando-se em lição de casa. adeus
palavra besta.

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