aqui coloco os meus limites.
me imponho pelo que não sei.
a minha fronteira vai além da ignorância e aquém do meu saber.
o meu espaço é etéreo, o meu muro uma ilusão.
jogo fora diariamente pilhas e mais pilhas de bulas me dizendo o tempo certo do fazer.
jogo fora bulas e mais bulas me apontando a direção do sol.
aqui dentro o meu centro.
semente de coentro que como junto com os baianos meus conterrâneos e com os indianos espalhados pelo mundo.
aqui fora o meu pensamento.
semente jogada ao vento.
às vezes estou no dentro sonhando com o fora.
tem dias que estou fora sonhando com o dentro.
sou periferia de mim mesmo e centro do universo.
meu registro de nascimento é periferia ou centro?
o meu diploma, o meu paladar, os meus amigos, a minha poesia, o meu erro de cálculo, o meu cálculo renal, minhas intempéries, minhas noites de amor, o meu mau humor, eu bêbado gritando pra lua, o meu discurso incerto, o meu, o meu, o meu...
está no centro ou na periferia?
proponho-lhes um jogo...
o olhar para aquilo que se pode ouvir. o ouvir para aquilo que se pode sentir. o tato para aquilo que se pode comer. comer aquilo que se pode olhar.
um arnaldo me disse:
o seu olhar
melhora o meu
uma lucia que também é casa nova sussurrou-me por entre a fresta:
devorei-te somente no tempo
para não devorar-te no espaço
saio em desalinho pelos caminhos mais incertos
sigo em direção oeste e sei que vou bater no mar
vou para o leste e sei que vou bater no mar
quem disse que estamos no sul?
quem disse que somos ocidente?
quem convencionou o nascimento dos pássaros
quem ovacionou aquilo que veio de dentro da floresta?
a minha fronteira vai além da ignorância e aquém do meu saber.
o meu espaço é etéreo, o meu muro uma ilusão.
jogo fora diariamente pilhas e mais pilhas de bulas me dizendo o tempo certo do fazer.
jogo fora bulas e mais bulas me apontando a direção do sol.
aqui dentro o meu centro.
semente de coentro que como junto com os baianos meus conterrâneos e com os indianos espalhados pelo mundo.
aqui fora o meu pensamento.
semente jogada ao vento.
às vezes estou no dentro sonhando com o fora.
tem dias que estou fora sonhando com o dentro.
sou periferia de mim mesmo e centro do universo.
meu registro de nascimento é periferia ou centro?
o meu diploma, o meu paladar, os meus amigos, a minha poesia, o meu erro de cálculo, o meu cálculo renal, minhas intempéries, minhas noites de amor, o meu mau humor, eu bêbado gritando pra lua, o meu discurso incerto, o meu, o meu, o meu...
está no centro ou na periferia?
proponho-lhes um jogo...
o olhar para aquilo que se pode ouvir. o ouvir para aquilo que se pode sentir. o tato para aquilo que se pode comer. comer aquilo que se pode olhar.
um arnaldo me disse:
o seu olhar
melhora o meu
uma lucia que também é casa nova sussurrou-me por entre a fresta:
devorei-te somente no tempo
para não devorar-te no espaço
saio em desalinho pelos caminhos mais incertos
sigo em direção oeste e sei que vou bater no mar
vou para o leste e sei que vou bater no mar
quem disse que estamos no sul?
quem disse que somos ocidente?
quem convencionou o nascimento dos pássaros
quem ovacionou aquilo que veio de dentro da floresta?
A nossa viagem é mesmo sem destino. Valeu, Gobira.
ResponderExcluirObrigado pela visita Walmir. Este poema escrevi nos tempos em que trabalhei na UFOP. reflexões sobre a suposta centralidade do conhecimento da universidade. Abração
Excluir